Reabilitação oral

Desgaste e envelhecimento bucal

O sorriso pode envelhecer mais rápido que o rosto, e entender por que isso acontece vem antes de qualquer restauração.

Antes: dentes anteriores desgastados, com bordas irregulares e trincas. Depois: forma e comprimento recuperados.

Um envelhecimento silencioso

Os dentes envelhecem como todo o resto do corpo, mas alguns fatores aceleram muito esse processo: a erosão causada por ácidos, o atrito do bruxismo, hábitos como roer unhas e até uma escovação agressiva demais. Ao longo dos anos os dentes ficam mais curtos, finos e amarelados, porque o esmalte afina e deixa aparecer a dentina que existe por baixo.

O resultado é um sorriso que parece mais velho do que o rosto, e quase sempre ninguém avisou que isso estava acontecendo.

Causa antes de restauração

Restaurar um dente desgastado sem entender por que ele se desgastou é tratar apenas o sintoma. A avaliação investiga alimentação, saliva, refluxo, bruxismo e hábitos, e registra o estado atual com fotografias e escaneamento 3D, o que permite saber nas revisões seguintes se o desgaste continua ativo ou se já está estabilizado.

Quando é preciso reconstruir: a reabilitação oral

Quando a perda de estrutura já compromete a função, a estética ou provoca sensibilidade, a reabilitação oral reconstrói os dentes de forma planejada. Em casos de desgaste acentuado, isso pode envolver devolver a altura perdida da mordida, algo que é sempre testado antes com provisórios, para garantir conforto e segurança.

Os materiais variam conforme o caso, com resina composta nas abordagens mais conservadoras e facetas e coroas em porcelana quando a extensão da perda pede mais estabilidade.

Limites e cuidados

Nenhuma reabilitação dura se a causa do desgaste continuar ativa, e condições médicas como o refluxo exigem acompanhamento médico em paralelo. A indicação e a extensão do tratamento dependem de avaliação clínica individual.

Depois do tratamento

O desgaste não para por completo; ele passa a ser controlado. Revisões periódicas, placa de proteção quando há bruxismo e a comparação dos registros ao longo do tempo formam a base do Protocolo Z.ELO.

Para quem pode ser indicado

  • Dentes que parecem mais curtos, achatados ou “gastos” do que antes
  • Esmalte fino, translúcido nas bordas ou com aspecto amarelado
  • Sensibilidade ao frio, ao doce ou ao ácido
  • Restaurações que se soltam ou fraturam com frequência
  • Sorriso que parece mais velho do que o rosto

A indicação depende de avaliação clínica individual.

Como funciona

  1. 01

    Investigar a causa

    Alimentação, bebidas ácidas, refluxo, saliva, bruxismo, hábitos e medicamentos entram na conversa, porque sem identificar a causa qualquer restauração tende a se desgastar outra vez.

  2. 02

    Medir e registrar

    Fotografias padronizadas e escaneamento 3D permitem medir o desgaste e comparar a evolução ao longo do tempo.

  3. 03

    Controlar antes de reconstruir

    Orientação alimentar, cuidados com a saliva, placa de proteção quando há bruxismo e, se necessário, encaminhamento médico, por exemplo para investigar refluxo.

  4. 04

    Planejar a reabilitação

    Quando a perda é importante, a reabilitação é planejada de forma global, considerando mordida, função e estética, testada na boca e executada por etapas.

  5. 05

    Acompanhar

    Como o desgaste é um processo contínuo, revisões periódicas comparam os registros e mantêm o resultado protegido.

Casos clínicos

Naturalidade é critério

Alguns dos casos tratados pelo Dr. Bruno Saldini, publicados com autorização dos pacientes.

Imagens publicadas com autorização por escrito dos pacientes. Responsável técnico: Dr. Bruno Saldini, CRO/RS 15899. Os resultados variam conforme diagnóstico, biologia, hábitos, materiais e manutenção; a indicação depende de avaliação individual.

Perguntas frequentes

Antes da primeira consulta

O que é erosão dental?

É a perda de esmalte causada por ácidos que não vêm de bactérias. Eles podem vir de alimentos e bebidas, como refrigerantes, sucos cítricos, vinho e isotônicos, ou do refluxo gastroesofágico, e deixam o esmalte amolecido e muito mais vulnerável à escovação e à mastigação.

Dente desgastado volta a crescer?

Não, o esmalte não se regenera. O objetivo, então, é duplo, controlar a causa para interromper a perda e, quando necessário, repor a estrutura com restaurações ou porcelana.

O que é reabilitação oral?

É o tratamento que reconstrói de forma planejada vários dentes ao mesmo tempo, devolvendo forma, função e estética ao conjunto. Nos casos de desgaste acentuado, costuma envolver a recuperação da altura da mordida, sempre com um ensaio prévio.

Todo desgaste precisa ser tratado com restaurações?

Não. Desgastes iniciais muitas vezes pedem apenas controle da causa e acompanhamento, e as restaurações ficam reservadas para quando há sensibilidade, risco estrutural, perda funcional ou impacto estético relevante.

Agendamento

Uma conversa antes de qualquer decisão

A primeira consulta é uma avaliação: ouvir, examinar e explicar as possibilidades com calma. Nenhum tratamento é iniciado sem que você entenda e concorde com o plano.

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