Um envelhecimento silencioso
Os dentes envelhecem como todo o resto do corpo, mas alguns fatores aceleram muito esse processo: a erosão causada por ácidos, o atrito do bruxismo, hábitos como roer unhas e até uma escovação agressiva demais. Ao longo dos anos os dentes ficam mais curtos, finos e amarelados, porque o esmalte afina e deixa aparecer a dentina que existe por baixo.
O resultado é um sorriso que parece mais velho do que o rosto, e quase sempre ninguém avisou que isso estava acontecendo.
Causa antes de restauração
Restaurar um dente desgastado sem entender por que ele se desgastou é tratar apenas o sintoma. A avaliação investiga alimentação, saliva, refluxo, bruxismo e hábitos, e registra o estado atual com fotografias e escaneamento 3D, o que permite saber nas revisões seguintes se o desgaste continua ativo ou se já está estabilizado.
Quando é preciso reconstruir: a reabilitação oral
Quando a perda de estrutura já compromete a função, a estética ou provoca sensibilidade, a reabilitação oral reconstrói os dentes de forma planejada. Em casos de desgaste acentuado, isso pode envolver devolver a altura perdida da mordida, algo que é sempre testado antes com provisórios, para garantir conforto e segurança.
Os materiais variam conforme o caso, com resina composta nas abordagens mais conservadoras e facetas e coroas em porcelana quando a extensão da perda pede mais estabilidade.
Limites e cuidados
Nenhuma reabilitação dura se a causa do desgaste continuar ativa, e condições médicas como o refluxo exigem acompanhamento médico em paralelo. A indicação e a extensão do tratamento dependem de avaliação clínica individual.
Depois do tratamento
O desgaste não para por completo; ele passa a ser controlado. Revisões periódicas, placa de proteção quando há bruxismo e a comparação dos registros ao longo do tempo formam a base do Protocolo Z.ELO.








