2 min de leituraDesgaste e envelhecimento bucal

Por que o sorriso envelhece: erosão, bruxismo e hábitos

Dentes mais curtos, finos e amarelados. Entenda como erosão, bruxismo e hábitos do dia a dia envelhecem o sorriso e o que pode ser feito para prevenir.

Pedra esculpida lentamente pelo tempo, em preto e branco, como o desgaste silencioso dos dentes.

O rosto envelhece e aprendemos cedo a cuidar dele. O sorriso também envelhece, mas quase ninguém recebe esse aviso, e os sinais chegam tão devagar que só percebemos quando os dentes da frente já parecem mais curtos, as bordas ficaram translúcidas e a cor amarelou. Um dia, o sorriso parece mais velho do que o resto do rosto.

O que acontece com os dentes ao longo do tempo

O esmalte, a camada externa do dente, não se regenera, e por isso cada perda é permanente. Com os anos, três processos costumam agir ao mesmo tempo.

Erosão

Os ácidos de alimentos e bebidas (refrigerantes, sucos cítricos, vinho, isotônicos, chás gelados) e do refluxo gastroesofágico amolecem o esmalte, que passa a se desgastar com muito mais facilidade na escovação e na mastigação. Os sinais incluem superfícies lisas e brilhantes, bordas translúcidas e pequenas “cavidades” nas pontas dos dentes de trás.

Bruxismo

Ranger ou apertar os dentes, principalmente durante o sono, produz forças muito maiores que as da mastigação. Com o tempo aparecem bordas achatadas, dentes encurtados, trincas e restaurações que fraturam. Há mais detalhes na página sobre bruxismo e apertamento.

Hábitos

Roer unhas, morder canetas, abrir embalagens com os dentes e escovar com força excessiva também contribuem, somando pequenas perdas que, ao longo dos anos, deixam de ser pequenas.

Por que o sorriso parece mais velho

Quando os dentes da frente encurtam, eles aparecem menos ao falar e ao sorrir, um traço típico de envelhecimento. Quando o esmalte afina, a dentina amarelada que fica por baixo se torna mais visível, e quando os dentes de trás perdem altura a mordida pode se fechar, alterando o suporte dos lábios e de toda a parte inferior do rosto.

O que pode ser feito

  1. Identificar a causa. Alimentação, refluxo, bruxismo, saliva e hábitos são investigados antes de qualquer restauração.
  2. Registrar. Fotografias padronizadas e escaneamento 3D permitem medir se o desgaste está ativo.
  3. Proteger. Orientação alimentar, cuidados com a escovação e, quando há bruxismo, placa de proteção sob medida.
  4. Repor, quando necessário. Restaurações em resina ou porcelana devolvem comprimento e forma, e nos casos avançados entra uma reabilitação oral planejada.
  5. Acompanhar. Comparar os registros ao longo do tempo é o que permite agir cedo, a proposta do Protocolo Z.ELO.

Prevenir é mais simples do que reconstruir

Quanto mais cedo o desgaste é percebido, mais conservador pode ser o tratamento. Se você reconheceu algum desses sinais, uma consulta de avaliação é o melhor ponto de partida.