Por que o sorriso envelhece: erosão, bruxismo e hábitos
Dentes mais curtos, finos e amarelados. Entenda como erosão, bruxismo e hábitos do dia a dia envelhecem o sorriso e o que pode ser feito para prevenir.

O rosto envelhece e aprendemos cedo a cuidar dele. O sorriso também envelhece, mas quase ninguém recebe esse aviso, e os sinais chegam tão devagar que só percebemos quando os dentes da frente já parecem mais curtos, as bordas ficaram translúcidas e a cor amarelou. Um dia, o sorriso parece mais velho do que o resto do rosto.
O que acontece com os dentes ao longo do tempo
O esmalte, a camada externa do dente, não se regenera, e por isso cada perda é permanente. Com os anos, três processos costumam agir ao mesmo tempo.
Erosão
Os ácidos de alimentos e bebidas (refrigerantes, sucos cítricos, vinho, isotônicos, chás gelados) e do refluxo gastroesofágico amolecem o esmalte, que passa a se desgastar com muito mais facilidade na escovação e na mastigação. Os sinais incluem superfícies lisas e brilhantes, bordas translúcidas e pequenas “cavidades” nas pontas dos dentes de trás.
Bruxismo
Ranger ou apertar os dentes, principalmente durante o sono, produz forças muito maiores que as da mastigação. Com o tempo aparecem bordas achatadas, dentes encurtados, trincas e restaurações que fraturam. Há mais detalhes na página sobre bruxismo e apertamento.
Hábitos
Roer unhas, morder canetas, abrir embalagens com os dentes e escovar com força excessiva também contribuem, somando pequenas perdas que, ao longo dos anos, deixam de ser pequenas.
Por que o sorriso parece mais velho
Quando os dentes da frente encurtam, eles aparecem menos ao falar e ao sorrir, um traço típico de envelhecimento. Quando o esmalte afina, a dentina amarelada que fica por baixo se torna mais visível, e quando os dentes de trás perdem altura a mordida pode se fechar, alterando o suporte dos lábios e de toda a parte inferior do rosto.
O que pode ser feito
- Identificar a causa. Alimentação, refluxo, bruxismo, saliva e hábitos são investigados antes de qualquer restauração.
- Registrar. Fotografias padronizadas e escaneamento 3D permitem medir se o desgaste está ativo.
- Proteger. Orientação alimentar, cuidados com a escovação e, quando há bruxismo, placa de proteção sob medida.
- Repor, quando necessário. Restaurações em resina ou porcelana devolvem comprimento e forma, e nos casos avançados entra uma reabilitação oral planejada.
- Acompanhar. Comparar os registros ao longo do tempo é o que permite agir cedo, a proposta do Protocolo Z.ELO.
Prevenir é mais simples do que reconstruir
Quanto mais cedo o desgaste é percebido, mais conservador pode ser o tratamento. Se você reconheceu algum desses sinais, uma consulta de avaliação é o melhor ponto de partida.